

Bets atingem orçamento das famílias e levam governo Lula a proibir apostas online
Pesquisa nacional mostra que 72% das mulheres que apostam têm filhos e que 12% das brasileiras que nunca jogaram sofrem impactos de apostas feitas por familiares. O levantamento foi realizado em julho de 2026 pelo Estúdio Clarice, em parceria com o Instituto Estratégia Latina e o Instituto IDEIA, com 2.008 entrevistados. Os dados foram divulgados enquanto o governo Lula adotou uma medida que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no Brasil.
Entre as mulheres ouvidas, 42% afirmaram que já apostaram ou continuam utilizando plataformas online, sendo 20% apostadoras atuais e 22% que já jogaram, mas deixaram de apostar. Entre as 58% que nunca apostaram, 12% disseram sofrer efeitos provocados por parentes ou amigos que jogam, o que faz com que 54% das mulheres entrevistadas tenham algum contato direto com os efeitos das bets.
O levantamento, intitulado “Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias”, identificou ainda que 72% das apostadoras têm filhos. A pesquisa aponta que a busca por renda extra aparece entre os motivos que levam mulheres às plataformas, em um cenário no qual despesas domésticas e dívidas entram na decisão de apostar.

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