

Flávio Bolsonaro fica fora de carta contra o trabalho escravo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não aderiu à Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, elaborada pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e apresentada aos candidatos nas eleições de 2026. O documento estabelece compromissos relacionados ao combate ao trabalho escravo contemporâneo e ao tráfico de pessoas, além de medidas destinadas à fiscalização, proteção e reinserção de trabalhadores resgatados. Até o encerramento do prazo inicial, em 28 de setembro, apenas Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) haviam assinado a carta.
Flávio Bolsonaro, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e os demais candidatos convidados não haviam aderido nem respondido ao convite dentro do prazo estabelecido pela Conatrae. A carta permanece aberta para novas adesões, mas a ausência do candidato do PL o colocou entre os presidenciáveis que não assumiram, por meio do documento, o compromisso de estabelecer o combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas como prioridade de eventual mandato.
A Conatrae reúne representantes do Estado e da sociedade civil desde 2003 para organizar e acompanhar políticas de combate ao trabalho escravo no Brasil. A iniciativa de buscar compromissos de candidatos do Executivo já foi realizada em eleições anteriores e, de acordo com a Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), contribuiu para a formulação de planos, leis e medidas voltadas à responsabilização de empregadores e ao atendimento de trabalhadores resgatados.

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