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October 27, 2026
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Moraes determina entrega de passaportes de Flávio Bolsonaro em meio a investigações no STF

Flávio Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo nas redes sociais, Flávio atribuiu a medida a uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, que defendeu sua saída do Brasil caso perdesse a eleição presidencial. O senador afirmou que recebeu a intimação na rua, ao deixar seu condomínio em Brasília para visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Classificou a decisão como intimidação política, disse estar proibido de deixar o país e declarou que entregaria os documentos e recorreria.
Em 23 de outubro, Eduardo havia defendido, em entrevista a um programa dos Estados Unidos, que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota e contestasse o resultado eleitoral. Flávio negou ter manifestado intenção de sair do país. Seu mandato termina em fevereiro de 2027, mas o encerramento do cargo não implica necessariamente a transferência dos inquéritos à primeira instância. Em março de 2025, o STF estabeleceu que processos sobre crimes cometidos durante o exercício de função pública e relacionados a ela podem permanecer na Corte após o fim do mandato.
Flávio é investigado em um inquérito relatado por Moraes sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento relacionadas ao advogado Willer Tomaz. Na sexta-feira, 23 de outubro, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores vinculados a Tomaz, além da quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial e da suspens ão de atividades empresariais de companhias relacionadas ao advogado.
A PF analisa uma conta da Alcazar Holdings, ligada a Tomaz, na qual Flávio aparecia com acesso privilegiado identificado como “master”. O senador também é investigado em outro inquérito no STF, relatado por André Mendonça, sobre tratativas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Fonte: Jornal GGN.



















































