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15 de octubre de 2026

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Relatório denuncia prisão de mais de 2 mil crianças palestinas por Israel desde outubro de 2023

A Sociedade de Prisioneiros Palestinos informou, em relatório divulgado em 14 de outubro de 2026, que Israel prendeu mais de 2 mil crianças palestinas desde outubro de 2023 e mantém pelo menos 350 detidas. A organização denunciou práticas de intimidação, tortura, fome, isolamento e negação de assistência médica. Também informou que seis crianças foram presas durante a noite nas localidades de Sa'ir e Al-Shuyukh, na província de Hebron, na Cisjordânia ocupada.

O grupo afirmou que os dados sobre crianças detidas em Gaza permanecem incompletos devido ao desaparecimento de pessoas, incluindo menores, e à prática de desaparecimento forçado. A organização criticou a detenção administrativa, que permite manter palestinos presos sem acusação formal ou prazo definido para libertação, e apontou a falta de responsabilização nos tribunais israelenses. O relatório citou Walid Khaled Ahmad, que morreu na prisão de Megido em março de 2025, com sinais de desnutrição e desidratação. A investigação sobre sua morte foi encerrada.

Outro caso citado foi o de Mohammed Hamid, de 15 anos, que contraiu sarna na prisão de Ofer, sofreu infecções e passou por cirurgias cardíacas antes de ter uma perna amputada. Segundo a organização, ele recebeu tratamento por cerca de três meses após ser libertado pelas autoridades israelenses.

O grupo pediu a libertação de crianças detidas arbitrariamente, o fim da detenção administrativa e dos interrogatórios coercivos e medidas internacionais contra a tortura e a privação de cuidados médicos. Desde outubro de 2023, mais de 74 mil palestinos morreram e mais de 175 mil ficaram feridos em Gaza, enquanto cerca de 90% da infraestrutura do território foi danificada ou destruída.

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