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۵ عقرب ۱۴۰۵
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Um ano após operação mais letal do Rio, investigações apuram mortes, tortura e execuções

Um ano após a Operação Contenção, realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, as investigações ainda não esclareceram as circunstâncias das mortes de 121 pessoas, incluindo cinco policiais.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ouviu 255 policiais, 61 pessoas presas e 45 familiares das vítimas, além de analisar laudos e cerca de 4 mil horas de gravações corporais. Peritos identificaram casos considerados atípicos, incluindo uma morte por disparos a curta distância e uma vítima decapitada. O MPRJ informou que não foi possível periciar os locais dessas ocorrências.
Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), divulgado em março de 2026, apontou relatos de tortura, marcas de execução extrajudicial e corpos com disparos em regiões incompatíveis com trocas de tiros. A comissão também criticou a desproporção entre os 117 mortos que não eram policiais e os cinco agentes mortos. Levantamento do MPRJ identificou que pelo menos 17% de 51 câmeras corporais do Bope foram desligadas propositalmente e 7,8% apresentavam indícios de obstrução. Até junho de 2026, 27 policiais haviam sido denunciados por crimes como furtos, invasões de domicílio e constrangimento de moradores.
Pesquisadoras Maria Isabel Couto, do Instituto Fogo Cruzado, e Carolina Grillo, da UFF, afirmaram que a operação não alterou o controle territorial do Comando Vermelho e deixou moradores expostos à violência. A Polícia Militar recusou entrevista; a Polícia Federal não comentou investigações em andamento, e a Polícia Civil e a Secretaria Estadual de Segurança não responderam à Agência Brasil.



















































