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۵ عقرب ۱۴۰۵
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Mulher identificada após fazer saudação nazista em local de votação no Rio será ouvida pela polícia

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou uma mulher filmada fazendo uma saudação nazista na saída de um colégio em Botafogo, zona sul da capital, em 25 de outubro, durante o segundo turno das eleições. Ela será ouvida pela 10ª Delegacia de Polícia, que realiza diligências para apurar o caso.
Nas imagens, a mulher usa uma camisa da seleção brasileira e um boné vermelho do movimento MAGA (Make America Great Again), associado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao ser questionada se era nazista, perguntou se o interlocutor era comunista. Quando ele afirmou ser judeu, ela respondeu: “Pior ainda”.
O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) acompanha a investigação e defende uma estratégia nacional de combate ao extremismo e ao neonazismo. Carlos Nicodemos, advogado do Movimento Nacional de Direitos Humanos e relator especial do conselho para o tema, afirmou ao Brasil de Fato que as respostas do poder público são fragmentadas e podem favorecer a impunidade.
A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) classificou a atitude como “absolutamente inaceitável” e afirmou que o episódio afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das vítimas do Holocausto.
A Lei nº 7.716/1989 prevê reclusão de um a três anos e multa para quem praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A divulgação de símbolos nazistas com finalidade de propagação da ideologia pode resultar em pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. A aplicação das sanções depende das circunstâncias e das provas apuradas.



















































