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۲۴ میزان ۱۴۰۵

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Amir Hatami afirma que Estreito de Ormuz continuará fechado até que direitos do Irã sejam respeitados

O comandante-chefe do Exército iraniano, major-general Amir Hatami, afirmou em 15 de outubro de 2026 que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado “até que os direitos do povo iraniano sejam respeitados”. Durante cerimônia na Universidade de Oficiais Imam Ali, em Teerã, ele rejeitou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o enfraquecimento militar do Irã e advertiu que ataques à infraestrutura iraniana provocariam danos várias vezes maiores à infraestrutura e aos interesses estadunidenses, israelenses e de seus colaboradores.

Hatami declarou que a Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica controla a seção ocidental do estreito, enquanto a Marinha do Exército supervisiona a seção oriental e o Mar de Omã. Segundo ele, embarcações que desrespeitam as regulamentações iranianas estão sujeitas a medidas que restringem o tráfego marítimo. O comandante afirmou que os Estados Unidos e Israel não alcançaram seus objetivos militares e estratégicos, tiveram bases e instalações danificadas e enfrentam desgaste de suas forças, além de precisar transportar suprimentos de distâncias superiores a 2.500 quilômetros.

Ele atribuiu o início da guerra a um erro de cálculo dos atacantes, que teriam subestimado as capacidades militares iranianas e o apoio popular ao país. Segundo dados de segurança marítima citados pelo The Cradle, dez embarcações foram atacadas dentro ou nas proximidades do estreito em poucos dias: seis em um único dia e outras quatro dois dias depois. Desde o início de outubro, foram registrados 23 ataques. O alerta ocorre enquanto Washington considera utilizar a bomba não nuclear de maior potência de seu arsenal contra o Irã. Autoridades estadunidenses admitem que a arma não garantiria vitória estratégica nem a rendição iraniana, mas poderia provocar destruição em massa e mortes de civis.

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