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۷ عقرب ۱۴۰۵
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Deputados argentinos acusam governo Milei de facilitar saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Deputados argentinos de diferentes blocos de oposição acusaram o governo de Javier Milei de facilitar a saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil, em comunicado divulgado em 28 de outubro de 2026.
Os parlamentares afirmaram que o senador, derrotado nas eleições brasileiras, “fugiu do Brasil para os Estados Unidos passando pela Argentina com a absoluta cumplicidade do governo de Javier Milei”. O documento exige respostas do Executivo a pedidos de informação e convoca o chefe de Gabinete, Diego Santilli, a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, e o chanceler Pablo Quirno para prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados, com base no artigo 71 da Constituição argentina. Os parlamentares também pedem que o governo reconheça formalmente a vitória de Lula e retome o diálogo diplomático com o Brasil.
Separadamente, o deputado socialista Esteban Paulón apresentou denúncia penal por suposto acobertamento agravado contra Milei, Quirno e o assessor presidencial Santiago Caputo. Segundo a imprensa argentina citada pelo Brasil de Fato, Caputo teria participado da operação de saída de Flávio. Na terça-feira (27), enquanto a Polícia Federal brasileira consultava as autoridades argentinas sobre o paradeiro do senador, o porta-voz presidencial argentino, Adrián Ravier, afirmou que não havia registro de entrada dele no país e que não existia pedido de asilo.
Segundo a Direção Nacional de Migrações argentina, Flávio, a esposa e as duas filhas atravessaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, às 22h50, e embarcaram 40 minutos depois em um jatinho particular. A aeronave fez escala no Equador antes de seguir para Miami, onde pousou na manhã de quarta-feira (28).
As relações entre Brasil e Argentina estão rebaixadas desde julho, quando o Itamaraty chamou de volta o embaixador brasileiro após declarações de Milei contra Lula em um evento do PL em São Paulo. Em 27 de outubro, Ravier afirmou que a Casa Rosada não publicaria comunicado oficial reconhecendo a vitória de Lula.
Já nos Estados Unidos, Flávio publicou uma carta na qual se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, expressão substituída posteriormente por “líder do Brasil”. No texto, agradeceu a Milei e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio.



















































