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13 ottobre 2026

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Netanyahu teria pedido apoio saudita para campanha militar contra Ansar Allah no Iêmen

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria solicitado à Arábia Saudita autorização para participar da campanha militar contra Ansar Allah no Iêmen, mas o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman rejeitou a proposta por receio da reação da população saudita, segundo reportagem do jornal israelense Haaretz, citada pelo portal The New Arab em 13 de outubro de 2026.

Uma fonte diplomática não identificada afirmou que Netanyahu buscou o consentimento de Riad por intermediários estadunidenses. Outra fonte disse que o governo israelense esperava que uma ação conjunta favorecesse a normalização das relações entre os dois países. As autoridades sauditas não comentaram publicamente a proposta.

A iniciativa ocorre em meio à escalada de ataques com mísseis e drones atribuídos a Ansar Allah, incluindo ofensivas contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. Segundo autoridades sauditas, um ataque no sábado matou 13 pessoas e feriu mais de 300; outro, no domingo, matou um cidadão paquistanês e feriu outras 11. Netanyahu condenou o primeiro ataque e apresentou condolências às famílias.

Israel e Arábia Saudita não mantêm relações diplomáticas formais. As negociações para normalização, que avançavam antes de outubro de 2023, foram interrompidas pelo genocídio em Gaza. Riad condiciona o reconhecimento de Israel à criação de um Estado palestino, posição rejeitada por Netanyahu.

A Arábia Saudita iniciou sua intervenção militar no Iêmen em março de 2015, liderando uma coalizão em apoio ao governo reconhecido internacionalmente. Após uma trégua mediada pela ONU em abril de 2022, os combates recomeçaram em julho de 2026, com avanços de Ansar Allah na costa do Mar Vermelho e uma contraofensiva apoiada por Riad.

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