Este é um gesto, uma esperança, um suspiro. Poesia como sumud e arma para a libertação. Não escrevo por mim, nem para mim, escrevo à vocês, leitores. Não pretendo substituir as vozes de Gaza, mas celebrá-las, lhes dar eco. Estes poemas são uma homenagem aos mártires, mas são também uma ode aos sobreviventes. Não nos esqueçamos jamais desse holocausto humano, de palestinos, sírios, libaneses, líbios, iemênistas, sudaneses, congoleses, curdos, drusos, armênios, ianomamis, laklano-xoklengs, tapajós, charruas e outros tantos povos sob ameaça de desaparecimento massacre pela lógica de exploração do capital sobre seus territórios, corpos e recursos.