Alerta para risco de colapso econômico global com possível fechamento do Estreito de Ormuz
Diante da escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, analistas geopolíticos avaliam como real a possibilidade de Teerã ordenar o fechamento do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de petróleo. A medida seria uma resposta direta a uma eventual intervenção militar norte-americana em apoio à ofensiva israelense contra o país persa.

A ameaça de bloqueio desse corredor estratégico, por onde circula mais de 80% do petróleo transportado por navios-tanque, foi reforçada após declarações beligerantes do ex-presidente Donald Trump. Segundo fontes ouvidas pela Press TV, Trump, sob forte influência de setores sionistas em Washington, tem ignorado alertas de seus conselheiros e sinalizado apoio direto a Israel no conflito com o Irã.
Em pronunciamento veiculado por vídeo nesta quarta-feira (18), o líder supremo do Irã, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, alertou os Estados Unidos sobre os riscos de qualquer ação militar contra o país. “Aqueles que compreendem a história e a dignidade do povo iraniano jamais se dirigem a esta nação em tom de ameaça. O Irã não cederá. Qualquer agressão terá consequências irreversíveis”, afirmou.
Especialistas alertam que um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz, sob controle iraniano, provocaria um colapso no fornecimento global de energia, atingindo em cheio o mercado mundial. A escassez de petróleo e gás liquefeito poderia paralisar atividades industriais em diversas regiões, incluindo Europa, Golfo Pérsico e América do Norte.
Segundo dados da plataforma Tanker Trackers, a interrupção do tráfego na área afetaria drasticamente países como Catar e Arábia Saudita, altamente dependentes da exportação de combustíveis. Na Europa, a crise energética resultante poderia superar qualquer situação anterior em gravidade, forçando o fechamento de fábricas e impactando economias como Reino Unido, Alemanha e França.
Nos Estados Unidos, o cenário seria igualmente grave. Com a alta vertiginosa dos preços dos combustíveis — que, segundo estimativas, podem subir até 80% na primeira semana —, indústrias enfrentariam dificuldades para operar, resultando em cortes de produção e aumento do desemprego.
Diante desse cenário, especialistas defendem que Washington se abstenha de qualquer envolvimento militar direto contra Teerã. “Seria um erro estratégico com consequências desastrosas para a economia global”, alerta um analista ouvido pela emissora. “Os EUA devem deixar que Israel enfrente sozinho as implicações de sua política agressiva na região.”
A ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz permanece como um fator crítico na já instável conjuntura do Oriente Médio, com potencial de desencadear uma das maiores crises energéticas das últimas décadas.
Fonte: PressTV























































