Após novos ataques, Irã alerta que 'meses sombrios' aguardam a economia dos EUA
O primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, afirmou que as ameaças de Washington alteraram os cálculos de segurança e defesa de Teerã. Aref declarou que o país está preparado para responder de forma “assimétrica” e “multifacetada” diante de uma eventual nova ofensiva estadunidense. A declaração ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington poderia atacar o Irã “a qualquer momento”.

Em publicação na rede social X, Aref dirigiu o alerta à população e à economia dos Estados Unidos: “Os americanos deveriam começar a pensar em estocar gasolina e combustível. Meses sombrios aguardam a economia americana”.
A declaração do primeiro vice-presidente iraniano ocorreu depois de Trump afirmar, na quarta-feira, que os Estados Unidos poderiam lançar um ataque contra o Irã “a qualquer momento”. Ao mesmo tempo, o presidente estadunidense disse não esperar que os combates renovados permanecessem por “muito tempo”, associando a possibilidade de uma nova ofensiva a uma avaliação sobre a duração das operações militares.
Trump também declarou que os Estados Unidos mantinham “controle quase total” sobre o Estreito de Ormuz, passagem marítima localizada entre o Irã e Omã e utilizada para o transporte internacional de petróleo e outros combustíveis.
A referência ao estreito acrescentou uma dimensão econômica à ameaça militar. A via marítima concentra uma parcela significativa do fluxo internacional de energia, e qualquer interrupção de sua circulação pode afetar o transporte de petróleo, os custos de combustível e as cadeias de abastecimento dependentes da região.
Foi nesse contexto que Aref associou uma eventual escalada militar às condições da economia estadunidense. Ao mencionar a necessidade de estocar gasolina e combustível, o primeiro vice-presidente iraniano apresentou a capacidade de resposta de Teerã como uma questão que ultrapassaria o campo militar e poderia atingir os mercados de energia e a economia dos Estados Unidos.
Aref afirmou que os cálculos iranianos de segurança e defesa foram modificados diante das ameaças de Washington. A formulação indica que Teerã passou a considerar novos cenários para uma eventual ação militar estadunidense e para as medidas de resposta correspondentes.
Ao anunciar uma resposta assimétrica e multifacetada, o primeiro vice-presidente não apresentou, na declaração reproduzida, detalhes sobre quais medidas seriam adotadas. O aviso, porém, foi acompanhado por uma referência direta ao impacto que uma possível escalada poderia produzir sobre o abastecimento de combustível nos Estados Unidos.
Trump, por sua vez, combinou a ameaça de uma nova ação militar com a afirmação de que não esperava uma duração prolongada dos combates. O presidente estadunidense também vinculou sua declaração ao Estreito de Ormuz ao afirmar que os Estados Unidos possuíam “controle quase total” da passagem marítima.
A troca de declarações colocou o Estreito de Ormuz no centro das ameaças apresentadas por Washington e das advertências formuladas por Teerã, relacionando a possibilidade de novas operações militares à circulação de energia e aos efeitos econômicos decorrentes de uma eventual interrupção do tráfego marítimo.























































