Cresce repressão em prisões israelenses: mais de 19 mil palestinos detidos na Cisjordânia em 23 meses
Mais de 19.000 palestinos foram presos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, nos últimos 23 meses, segundo relatórios do Clube de Prisioneiros Palestinos. O número não inclui detidos na Faixa de Gaza, como resultado da ofensiva israelense iniciada em outubro de 2023.
Entre os detidos, 585 eram mulheres e 11.550 menores, segundo o comunicado da ONG. Atualmente, as autoridades israelenses mantêm cerca de 10.800 palestinos em prisões, o maior contingente desde a Segunda Intifada (2000-2005).

O aumento da repressão em prisões palestinas tem sido destacado por organizações não governamentais, autoridades locais e instituições internacionais. Em declarações recentes, Abdullah Al-Zaghari, diretor do Clube de Prisioneiros Palestinos, alertou para a intensificação de assédios e maus-tratos nas instalações. Ele apontou que relatos de tortura e tratamento desumano têm sido documentados por equipes jurídicas e depoimentos de cidadãos liberados.
O Ministério das Relações Exteriores da Palestina reforçou pedidos à Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Ocupados para investigar a elevada taxa de mortes e a situação crítica dos detidos, destacando que os padrões de detenção atuais representam uma preocupação crescente em termos de direitos humanos e proteção internacional.























































