Lula cobra transparência sobre Banco Master: ‘O povo tem o direito de saber a verdade’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, que as instituições devem investigar o escândalo do Banco Master sem proteção a envolvidos. Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula cobrou atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). O presidente também defendeu reformas nos sistemas político e judiciário.

“Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira”, declarou Lula.
Na manifestação, o presidente afirmou que o caso do Banco Master exige uma resposta das instituições diante das suspeitas envolvendo políticos, agentes públicos e pessoas com poder econômico. Lula classificou o episódio como “o maior roubo da história do Brasil” e afirmou que o esquema atingiu milhões de brasileiros, além de estados e municípios.
Lula também citou Daniel Vorcaro, banqueiro que criou o Banco Master e está preso. O presidente ressaltou que a prisão de Vorcaro e as medidas adotadas contra a instituição financeira ocorreram durante seu governo.
“O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado”.
A declaração foi apresentada por Lula como parte da cobrança para que as investigações alcancem todos os envolvidos no caso. O presidente afirmou que a existência de relações políticas, influência ou poder econômico não pode impedir a apuração das suspeitas e a responsabilização de pessoas que tenham participado do esquema.
“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”, afirmou o presidente.
Lula também criticou a divulgação seletiva de informações relacionadas às investigações. Para o presidente, a exposição pública de dados contra determinados investigados, enquanto outras informações permanecem sob sigilo, cria um problema para a confiança da sociedade nas instituições responsáveis pelo caso.
“Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”.
Ao abordar a condução das apurações, Lula citou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e a Procuradoria-Geral da República como responsáveis por garantir condições para que o processo preserve a integridade das investigações e a confiança pública.
O presidente também direcionou a cobrança às pessoas que ocupam funções públicas. Lula afirmou que agentes da vida pública devem colocar suas responsabilidades institucionais acima de interesses individuais e atuar diante das suspeitas relacionadas ao Banco Master.
“É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual”.
A defesa de uma investigação sem blindagem foi acompanhada por uma cobrança de mudanças nos sistemas político e judiciário. Lula relacionou a necessidade de responsabilização dos envolvidos à existência de instituições capazes de preservar a democracia, ampliar a transparência e enfrentar estruturas de privilégio.
“A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas.”
O presidente afirmou que o esclarecimento do escândalo constitui uma obrigação das autoridades perante a população e que a sociedade tem direito ao acesso à verdade sobre os fatos investigados.
“O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade.”























































