top of page

JORNAL CLANDESTINO

EDITORA

LOJA

QUEM SOMOS

​

OUTROS PRODUTOS

anecas / Copos / Garrafas / Ecobag /Avental /Camisa Pet Dog /Pôsteres & Quadros

​

REDES SOCIAIS

CONTATO

PUBLICADO EM:

7 de outubro de 2026 às 10:29:23

POR:

Hezbollah afirma que Tempestade de Al-Aqsa mantém resistência palestina no centro da disputa regional

O Hezbollah afirmou que três anos após a Operação Tempestade de Al-Aqsa, a Resistência Palestina continua confrontando a ocupação israelense e impedindo que Israel transforme ganhos militares em uma solução política a seu favor. Em comunicado divulgado na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, o movimento libanês declarou que “três anos se passaram desde a Operação Tempestade de Al-Aqsa e essa onda continua a desafiar os ocupantes e a ameaçar sua derrota”. A organização também afirmou que a permanência da causa palestina no centro da agenda internacional expôs as contradições entre os discursos sobre direitos humanos e as ações de governos que apoiam Israel.


Hezbollah © BG
Hezbollah © BG

O comunicado foi divulgado no terceiro aniversário da Operação Tempestade de Al-Aqsa, realizada em 7 de outubro de 2023 pela Resistência Palestina, liderada pelo Hamas, contra alvos israelenses na Palestina ocupada. O Hezbollah classificou a operação como uma resposta às décadas de abusos e crimes cometidos contra os palestinos e afirmou que a Resistência e a população palestina mantiveram sua posição diante das ações militares israelenses.


De acordo com o movimento libanês, Israel obteve ganhos táticos desde outubro de 2023, mas não conseguiu convertê-los em uma situação estratégica estável. O Hezbollah relacionou essa avaliação à permanência da Resistência, à continuidade da causa palestina e à posição de parte da população de Gaza diante das operações militares israelenses.


O movimento afirmou que o genocídio em Gaza produziu mais de 77 mil mortos e mais de 175 mil feridos nos três anos posteriores a 7 de outubro de 2023, além da destruição de cerca de 90% da infraestrutura da Faixa de Gaza. O texto-base associa esses números às operações militares israelenses e afirma que as perdas humanas e materiais não resultaram na eliminação do Hamas, de outros grupos de resistência ou da população de Gaza.


O Hezbollah sustentou que a compreensão das circunstâncias que levaram à Operação Tempestade de Al-Aqsa conduz à avaliação de que se tratou de uma ação de resistência. O movimento afirmou que a operação foi “corajosa, qualitativa, natural, justificada e legítima”.


“Dada a magnitude das injustiças e as tentativas de apagar a identidade palestina e seu povo, a operação era uma necessidade inevitável”, afirmou o comunicado.


Na avaliação apresentada pelo Hezbollah, o impacto da operação não deveria ser medido apenas pela dimensão militar ou pelo nível de violência registrado posteriormente. O movimento defendeu que suas consequências também devem ser avaliadas por seus efeitos políticos e pela forma como recolocou a questão palestina no debate internacional.


O comunicado afirma que 7 de outubro de 2023 alterou o tratamento internacional dado à questão palestina após anos de negociações e acordos que, segundo o movimento, buscavam retirar o tema do centro da agenda política. O Hezbollah afirmou que as diferentes narrativas sobre os acontecimentos continuam sendo disputadas.


Para o Hezbollah, três anos após a Operação Tempestade de Al-Aqsa, a questão palestina permanece no centro das discussões internacionais. O movimento afirmou que potências dominantes e governos aliados tentaram durante anos reduzir a visibilidade da questão por meio de acordos políticos e processos de negociação.


A declaração também apresentou 7 de outubro como um acontecimento que expôs os limites dessa estratégia. Segundo o texto, a questão palestina voltou a ocupar espaço no debate internacional em meio ao genocídio cometido contra a população de Gaza e à continuidade da resistência palestina.


O Hezbollah afirmou que a disputa não foi encerrada em favor de Israel. O movimento argumentou que, apesar das operações militares, da destruição e das mortes, Israel não conseguiu eliminar o Hamas, os demais grupos de resistência ou a população de Gaza.


Também segundo a declaração, Israel não alcançou uma situação de paz nem conseguiu estabelecer de forma permanente as condições políticas e militares que buscava para Gaza. O movimento afirmou que o futuro político e jurídico da Faixa de Gaza continua sem uma solução definida em favor de Israel.


O Hezbollah declarou que a situação produz consequências que ultrapassam os limites da Faixa de Gaza e atingem o futuro da questão palestina, a configuração política do Oriente Médio e os debates sobre segurança e paz internacionais.


O movimento também afirmou que os acontecimentos expuseram contradições no chamado “sistema internacional”, sobretudo entre declarações sobre proteção dos direitos humanos e decisões políticas tomadas diante do genocídio em Gaza.


Na avaliação apresentada pelo Hezbollah, a Operação Tempestade de Al-Aqsa também revelou o que a organização descreveu como a “verdadeira face” de Israel, dos Estados Unidos e dos governos que apoiam Tel Aviv. O comunicado relacionou essa posição ao apoio político e militar concedido a Israel durante o genocídio.


A organização libanesa afirmou ainda que os acontecimentos expuseram contradições nas declarações internacionais sobre liberdade, justiça e proteção dos direitos humanos. O movimento também acusou governos de permanecerem em silêncio diante de mortes e destruição em Gaza.


O Hezbollah reafirmou sua posição de apoio à causa palestina e declarou que continuará apoiando a população palestina. O movimento também reiterou sua condenação ao genocídio israelense e responsabilizou dirigentes dos Estados Unidos e de países ocidentais pelo apoio político concedido a Israel e pelo que classificou como silêncio diante dos crimes cometidos em Gaza.


A declaração também mencionou manifestações realizadas em diferentes países em apoio aos direitos palestinos. Segundo o Hezbollah, essas mobilizações demonstram que setores da população mundial passaram a contestar a situação imposta aos palestinos e a defender seus direitos.


Ao mesmo tempo, o movimento libanês afirmou que governos da região mantiveram uma posição distinta e associou essa postura ao processo de “normalização fracassada” com Israel. O comunicado apresentou esses acordos como parte de uma estratégia conduzida por governos regionais sob influência de Israel e de seus aliados internacionais.


O movimento libanês apelou aos povos de diferentes países para defenderem os direitos humanos, preservarem a justiça e impedirem que Estados com maior poder imponham suas decisões sobre o direito internacional.


O Hezbollah também pediu que os sacrifícios dos dirigentes e combatentes do Hamas, da Jihad Islâmica Palestina e de outros grupos de resistência fossem reconhecidos e afirmou desejar que a população palestina mantenha sua unidade e resistência.


A declaração pediu ainda que os grupos de resistência mantenham sua posição contra o que chamou de projeto de Israel e de seus aliados. Aos governos da região, o movimento afirmou que o silêncio e a submissão diante de Israel reduziriam sua capacidade de decidir sobre o futuro de seus próprios países e populações.


“As circunstâncias não são destinos imutáveis; a vontade do povo, quando sabe aproveitar corretamente os acontecimentos, pode forjar o futuro a partir de hoje”, afirmou o comunicado.

As publicações assinadas por "Clandestino" podem incluir artigos "anônimos", traduções ou repostagens de outros sites, de acordo com as licenças de direitos autorais Creative Commons 4.0.

LANÇAMENTOS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NOSSA EDITORA

bottom of page