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Hezbollah afirma que Tempestade de Al-Aqsa mantém resistência palestina no centro da disputa regional
O Hezbollah afirmou que três anos após a Operação Tempestade de Al-Aqsa, a Resistência Palestina continua confrontando a ocupação israelense e impedindo que Israel transforme ganhos militares em uma solução política a seu favor. Em comunicado divulgado na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, o movimento libanês declarou que “três anos se passaram desde a Operação Tempestade de Al-Aqsa e essa onda continua a desafiar os ocupantes e a ameaçar sua derrota”. A organização também afirmou que a permanência da causa palestina no centro da agenda internacional expôs as contradições entre os discursos sobre direitos humanos e as ações de governos que apoiam Israel.

O comunicado foi divulgado no terceiro aniversário da Operação Tempestade de Al-Aqsa, realizada em 7 de outubro de 2023 pela Resistência Palestina, liderada pelo Hamas, contra alvos israelenses na Palestina ocupada. O Hezbollah classificou a operação como uma resposta às décadas de abusos e crimes cometidos contra os palestinos e afirmou que a Resistência e a população palestina mantiveram sua posição diante das ações militares israelenses.
De acordo com o movimento libanês, Israel obteve ganhos táticos desde outubro de 2023, mas não conseguiu convertê-los em uma situação estratégica estável. O Hezbollah relacionou essa avaliação à permanência da Resistência, à continuidade da causa palestina e à posição de parte da população de Gaza diante das operações militares israelenses.
O movimento afirmou que o genocídio em Gaza produziu mais de 77 mil mortos e mais de 175 mil feridos nos três anos posteriores a 7 de outubro de 2023, além da destruição de cerca de 90% da infraestrutura da Faixa de Gaza. O texto-base associa esses números às operações militares israelenses e afirma que as perdas humanas e materiais não resultaram na eliminação do Hamas, de outros grupos de resistência ou da população de Gaza.
O Hezbollah sustentou que a compreensão das circunstâncias que levaram à Operação Tempestade de Al-Aqsa conduz à avaliação de que se tratou de uma ação de resistência. O movimento afirmou que a operação foi “corajosa, qualitativa, natural, justificada e legítima”.
“Dada a magnitude das injustiças e as tentativas de apagar a identidade palestina e seu povo, a operação era uma necessidade inevitável”, afirmou o comunicado.
Na avaliação apresentada pelo Hezbollah, o impacto da operação não deveria ser medido apenas pela dimensão militar ou pelo nível de violência registrado posteriormente. O movimento defendeu que suas consequências também devem ser avaliadas por seus efeitos políticos e pela forma como recolocou a questão palestina no debate internacional.
O comunicado afirma que 7 de outubro de 2023 alterou o tratamento internacional dado à questão palestina após anos de negociações e acordos que, segundo o movimento, buscavam retirar o tema do centro da agenda política. O Hezbollah afirmou que as diferentes narrativas sobre os acontecimentos continuam sendo disputadas.
Para o Hezbollah, três anos após a Operação Tempestade de Al-Aqsa, a questão palestina permanece no centro das discussões internacionais. O movimento afirmou que potências dominantes e governos aliados tentaram durante anos reduzir a visibilidade da questão por meio de acordos políticos e processos de negociação.
A declaração também apresentou 7 de outubro como um acontecimento que expôs os limites dessa estratégia. Segundo o texto, a questão palestina voltou a ocupar espaço no debate internacional em meio ao genocídio cometido contra a população de Gaza e à continuidade da resistência palestina.
O Hezbollah afirmou que a disputa não foi encerrada em favor de Israel. O movimento argumentou que, apesar das operações militares, da destruição e das mortes, Israel não conseguiu eliminar o Hamas, os demais grupos de resistência ou a população de Gaza.
Também segundo a declaração, Israel não alcançou uma situação de paz nem conseguiu estabelecer de forma permanente as condições políticas e militares que buscava para Gaza. O movimento afirmou que o futuro político e jurídico da Faixa de Gaza continua sem uma solução definida em favor de Israel.
O Hezbollah declarou que a situação produz consequências que ultrapassam os limites da Faixa de Gaza e atingem o futuro da questão palestina, a configuração política do Oriente Médio e os debates sobre segurança e paz internacionais.
O movimento também afirmou que os acontecimentos expuseram contradições no chamado “sistema internacional”, sobretudo entre declarações sobre proteção dos direitos humanos e decisões políticas tomadas diante do genocídio em Gaza.
Na avaliação apresentada pelo Hezbollah, a Operação Tempestade de Al-Aqsa também revelou o que a organização descreveu como a “verdadeira face” de Israel, dos Estados Unidos e dos governos que apoiam Tel Aviv. O comunicado relacionou essa posição ao apoio político e militar concedido a Israel durante o genocídio.
A organização libanesa afirmou ainda que os acontecimentos expuseram contradições nas declarações internacionais sobre liberdade, justiça e proteção dos direitos humanos. O movimento também acusou governos de permanecerem em silêncio diante de mortes e destruição em Gaza.
O Hezbollah reafirmou sua posição de apoio à causa palestina e declarou que continuará apoiando a população palestina. O movimento também reiterou sua condenação ao genocídio israelense e responsabilizou dirigentes dos Estados Unidos e de países ocidentais pelo apoio político concedido a Israel e pelo que classificou como silêncio diante dos crimes cometidos em Gaza.
A declaração também mencionou manifestações realizadas em diferentes países em apoio aos direitos palestinos. Segundo o Hezbollah, essas mobilizações demonstram que setores da população mundial passaram a contestar a situação imposta aos palestinos e a defender seus direitos.
Ao mesmo tempo, o movimento libanês afirmou que governos da região mantiveram uma posição distinta e associou essa postura ao processo de “normalização fracassada” com Israel. O comunicado apresentou esses acordos como parte de uma estratégia conduzida por governos regionais sob influência de Israel e de seus aliados internacionais.
O movimento libanês apelou aos povos de diferentes países para defenderem os direitos humanos, preservarem a justiça e impedirem que Estados com maior poder imponham suas decisões sobre o direito internacional.
O Hezbollah também pediu que os sacrifícios dos dirigentes e combatentes do Hamas, da Jihad Islâmica Palestina e de outros grupos de resistência fossem reconhecidos e afirmou desejar que a população palestina mantenha sua unidade e resistência.
A declaração pediu ainda que os grupos de resistência mantenham sua posição contra o que chamou de projeto de Israel e de seus aliados. Aos governos da região, o movimento afirmou que o silêncio e a submissão diante de Israel reduziriam sua capacidade de decidir sobre o futuro de seus próprios países e populações.
“As circunstâncias não são destinos imutáveis; a vontade do povo, quando sabe aproveitar corretamente os acontecimentos, pode forjar o futuro a partir de hoje”, afirmou o comunicado.
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