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8 de outubro de 2026 às 12:17:18

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Ministra alerta eleitor indeciso sobre impactos das propostas de Flávio Bolsonaro

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, publicou um vídeo dirigido aos eleitores que chegam ao segundo turno sem candidato definido. Na mensagem, ela compara propostas de Lula e de Flávio Bolsonaro em áreas que afetam a renda, os impostos e a segurança pública. Machiaveli afirma que a decisão eleitoral deve considerar os efeitos das políticas públicas sobre a vida cotidiana.


Fernanda Machiaveli © Elio Rizzo/Ascom MDA
Fernanda Machiaveli © Elio Rizzo/Ascom MDA

O conteúdo foi publicado em 8 de outubro de 2026 pela Rede PT de Comunicação. A ministra afirma que o voto não pode ser analisado apenas como uma escolha individual, porque decisões tomadas pelos governos interferem nas condições de vida da população.


“A nossa vida individual é muito mais afetada pelas escolhas coletivas, pelas decisões dos governos e pelo que acontece no mundo do que a gente pode imaginar”, declarou Machiaveli.


Ao abordar a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, a ministra afirmou que as propostas apresentadas pelo candidato do PL e pela oposição não responderiam aos problemas enfrentados pela população. “As propostas apresentadas pela oposição e por Flávio Bolsonaro não resolvem nenhum dos nossos problemas, e, ao contrário, vão nos afundar em um contexto social muito mais dramático e muito mais difícil”, disse.


Na área econômica, Machiaveli criticou a referência feita por Flávio Bolsonaro ao modelo adotado pelo presidente da Argentina, Javier Milei. A ministra associou a política econômica argentina a cortes em benefícios sociais, aposentadorias e políticas públicas.


“O resultado foi recessão econômica, desemprego nas alturas e a pobreza que se espalhou como nunca antes havia sido visto”, afirmou.


Em contraposição, Machiaveli apresentou como resultados do governo Lula o crescimento da economia, o aumento da renda, a redução do desemprego e a manutenção da inflação sob controle.


A ministra também abordou a carga tributária, tema que, segundo ela, pesa na decisão de parte do eleitorado. Nesse ponto, destacou medidas atribuídas ao governo Lula para reduzir impostos e alterar a composição dos gastos das famílias.


“Ele isentou de imposto de renda as pessoas que recebem até cinco mil reais. E aquelas que recebem até sete mil tiveram redução também”, declarou.


Machiaveli também citou a reforma tributária aprovada pelo Congresso e as alterações previstas para produtos presentes no consumo cotidiano, entre eles alimentos e medicamentos.


“O presidente Lula aprovou uma reforma tributária que isentou a cesta básica de qualquer tipo de tributação e ainda reduziu os impostos de medicamentos e vários outros itens que estão no nosso cotidiano.”


Ao tratar da segurança pública, a ministra criticou a defesa do armamento da população como resposta à violência. Para Machiaveli, a ampliação do acesso a armas não corresponde a uma política de segurança capaz de responder aos problemas apresentados no cotidiano.


“Qual foi o resultado de colocar tantas armas e tantas balas nas mãos da população brasileira? Aumento de mortes de pessoas inocentes, acidentes com criança, violência doméstica, feminicídio. Esse não é o país que a gente quer”, afirmou.


A ministra defendeu que a segurança pública tenha atuação do Estado por meio das forças policiais e de políticas coordenadas pelo poder público.


“A gente quer um país seguro. E pra segurança pública existem pessoas qualificadas que estão na polícia e elas é que têm que garantir a nossa segurança”, declarou.


Machiaveli também citou a proposta do governo Lula de ampliar a participação do governo federal na segurança pública. Entre as medidas mencionadas está a criação de um Ministério da Segurança Pública e uma mudança na divisão de responsabilidades entre a União e os estados.


Na parte final do vídeo, Machiaveli voltou a se dirigir aos eleitores que ainda não definiram o voto e defendeu que a escolha entre Lula e Flávio Bolsonaro seja feita a partir dos efeitos que cada programa pode produzir sobre a vida da população.


“A sua vida pode piorar e muito no governo Bolsonaro, porque eles não têm compromisso com mais ninguém, a não ser os interesses da própria família Bolsonaro e o seu projeto de poder”, afirmou.


A ministra reconheceu que parte do eleitorado pode chegar ao segundo turno com críticas e ressalvas em relação ao governo Lula. Ainda assim, defendeu a continuidade da trajetória econômica apresentada por ela como resultado da atual gestão.


“Pra gente seguir numa trajetória de crescimento sustentado, nós precisamos seguir juntos com o presidente Lula, apesar de qualquer crítica, apesar das ressalvas que você possa ter”, disse.


Ao encerrar a mensagem, Machiaveli fez um chamado direto ao voto no candidato do PT: “Não deixe um retrocesso acontecer no nosso país. Não deixe a gente voltar para trás. Vamos pra frente, vamos votar 13.”

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