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7 de outubro de 2026 às 10:02:31

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Novo Senado coloca STF e impeachment de ministros no centro da disputa bolsonarista

A nova composição do Senado Federal colocou o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e possíveis pedidos de impeachment de ministros no centro das articulações para 2027. Com 19 cadeiras, o PL terá a maior bancada da Casa e pretende transformar promessas feitas durante a campanha em iniciativas parlamentares. O movimento já entrou no radar da campanha de Flávio Bolsonaro e passou a ser acompanhado pelo Supremo.


© Marcos Oliveira/Agência Senado
© Marcos Oliveira/Agência Senado

Enquanto as campanhas do segundo turno das eleições de 2026 seguem nas ruas, as articulações para a próxima legislatura avançam nos bastidores em torno da relação entre Senado e STF. Fontes ouvidas pelo blog da jornalista Andréia Sadi, do g1, afirmam que a pauta sobre o funcionamento da Corte e o impeachment de ministros será uma das questões das quais a nova composição do Senado não conseguirá se afastar.


O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, esteve no STF na terça-feira, 6 de outubro, e conversou com ministros da Corte. Entre os interlocutores esteve o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, a quem Marinho teria transmitido a mensagem de que a nova maioria conservadora do Senado não pretende promover uma política de vingança ou revanche contra o tribunal.


A sinalização ocorre diante de uma mudança na correlação de forças do Senado. O PL conquistou 19 cadeiras e passou a formar a maior bancada da Casa, enquanto parlamentares eleitos com apoio ou alinhamento ao campo bolsonarista chegam ao Congresso carregando propostas relacionadas ao STF, incluindo a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros.


Apesar das conversas mantidas por Rogério Marinho com integrantes do Supremo, ele não teve contato, segundo o blog, com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. A ausência de interlocução com Moraes ganha peso político porque o ministro é apresentado pelo campo bolsonarista como um dos principais símbolos do enfrentamento institucional ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos setores que contestaram decisões da Corte.


Nesse cenário, as decisões e movimentações de Moraes passam a integrar o cálculo político da campanha de Flávio Bolsonaro. A nova composição do Senado, com maioria alinhada às posições defendidas pelo PL em temas relacionados ao Supremo, cria um ambiente no qual iniciativas contra ministros da Corte podem ganhar espaço na agenda legislativa.


Integrantes do Judiciário ouvidos pelo blog afirmam que a defesa do impeachment de ministros não é unânime entre os parlamentares ligados ao bolsonarismo. Ao mesmo tempo, parlamentares eleitos relatam que a pauta esteve entre os motivos apresentados aos eleitores durante a campanha e que pretendem cumprir os compromissos assumidos.


A relação entre Senado e Supremo também será influenciada pela eleição para a presidência da Casa, prevista para fevereiro de 2027. O resultado dessa disputa deverá definir parte das condições políticas para a relação entre os senadores e a Corte, inclusive diante das propostas de alteração na forma como o Senado exerce suas atribuições em relação aos ministros do STF.


Rogério Marinho aparece entre os nomes cotados para assumir a presidência do Senado. De acordo com as fontes ouvidas pelo blog, o senador do PL pode partir em vantagem sobre Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, em razão da nova composição parlamentar.


As campanhas de Flávio Bolsonaro e do presidente Lula também avaliam que Alcolumbre perdeu espaço no cenário produzido pelas eleições de 2026. O atual presidente do Senado é associado, no texto publicado pelo blog, à ala política que mantém interlocução com Moraes no Supremo, e uma eventual mudança no comando da Casa poderia ampliar a pressão política sobre o ministro.


Outro nome mencionado nas articulações é Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados e recém-eleito para o Senado. As fontes ouvidas pelo blog apontam Lira como uma possibilidade de liderança intermediária, capaz de estabelecer uma negociação entre os diferentes grupos que deverão disputar o controle da agenda do Senado.


A disputa pela presidência da Casa, portanto, não se limita à escolha administrativa de seu comando. O resultado poderá estabelecer a correlação de forças entre o Senado e o STF em um momento no qual pedidos de impeachment, funcionamento da Corte e atuação de ministros já aparecem entre as principais pautas defendidas pela nova bancada conservadora.

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