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14 октября 2026 г.

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Campanha de Lula aciona TSE e acusa Meta de tratamento desigual nas eleições de 2026

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, em 14 de outubro, uma nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para questionar o funcionamento das ferramentas de inteligência artificial da Meta, empresa estadunidense proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp. Segundo a equipe jurídica, solicitações para criar materiais eleitorais favoráveis a Lula seriam recusadas, enquanto pedidos semelhantes relacionados ao senador Flávio Bolsonaro seriam atendidos.

Conforme o portal Brasil 247, os advogados alegaram tratamento desigual na produção e distribuição de conteúdo político e questionaram o alcance das publicações do deputado federal Nikolas Ferreira, do Partido Liberal, aliado de Flávio. A Meta rejeitou as acusações em resposta apresentada em 12 de outubro, afirmando que não existem evidências técnicas que as sustentem e que a integridade eleitoral é uma prioridade.

A organização brasileira CTRL+Z também lançou uma petição solicitando esclarecimentos sobre remoções de publicações, bloqueios de contas e restrições políticas. A entidade informou ter documentado mais de mil casos, dos quais 22% envolveriam contas ou publicações restringidas sem explicação. Entre os episódios citados está a desativação, em 23 de setembro, da conta publicitária da campanha de Lula. A petição também menciona uma rede de 255 perfis automatizados que teria alcançado 58 milhões de visualizações em um mês, com dados atribuídos ao projeto VigIA, da agência de checagem Lupa. O documento, dirigido ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, pede medidas de proteção para jornalistas, veículos de comunicação e movimentos sociais.

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