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27 октября 2026 г.
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Deputada pode pagar R$ 500 mil por incentivar discriminação contra trabalhadores lulistas

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu investigação contra a deputada estadual Índia Armelau (PL), eleita em 2026 com 248.504 votos, após ela sugerir que empresários verificassem as redes sociais de funcionários que apoiaram Lula e considerassem demiti-los.
A ação civil pública pede que a Justiça do Trabalho determine a publicação, em até 24 horas, de um comunicado garantindo a liberdade de escolha eleitoral dos trabalhadores, sob multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O órgão também solicita condenação de R$ 500 mil por dano moral coletivo. Segundo o MPT, a mensagem estimula assédio eleitoral e discriminação por convicção política.
Armelau afirmou que suas publicações apoiavam a campanha “Não contrate quem odeia empresário” e classificou a investigação como ataque à liberdade de expressão. Também defendeu a divisão do Brasil entre apoiadores do PT e conservadores, associando o Nordeste à pobreza, ao analfabetismo e à violência.
O secretário municipal de Trabalho e Renda, Manoel Vieira, condenou a proposta, e Cláudio Secchin, superintendente regional do Trabalho, orientou possíveis vítimas a procurar sindicatos ou denunciar o caso ao MPT. A assessoria da deputada declarou que o comentário, reproduzido de uma publicação de terceiro, foi mal interpretado e apagado.
Em 2025, o MPRJ também investigou suspeitas de “rachadinha” no gabinete da parlamentar. O ex-chefe de gabinete Leandro Araújo relatou à TV Globo que assessores entregavam dinheiro, incluindo valores do auxílio-alimentação.



















































