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27 Ekim 2026
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Milei é o único presidente sul-americano que ainda não reconheceu a reeleição de Lula

O presidente da Argentina, Javier Milei, era, até 26 de outubro de 2026, o único líder sul-americano que não havia reconhecido a vitória de Lula nas eleições brasileiras de domingo (25). Segundo o g1, presidentes da Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela parabenizaram Lula.
Apesar das diferenças ideológicas, os governos brasileiro e argentino mantêm relações comerciais integradas pelo Mercosul. Em 2025, o Brasil foi o principal destino das exportações argentinas, com mais de US$ 12,8 bilhões em vendas, e a maior origem das importações do país, com US$ 18,4 bilhões em produtos comprados, conforme dados do governo argentino. Milei apoiou Flávio Bolsonaro na campanha e chamou Lula de “ladrão corrupto” nas redes sociais.
O presidente colombiano Abelardo de La Espriella, apoiador de Flávio, reconheceu o resultado e defendeu a continuidade da cooperação entre os países. Daniel Noboa, do Equador, mencionou desafios compartilhados pela América Latina; José Antonio Kast, do Chile, afirmou ter telefonado para Lula; e Keiko Fujimori, do Peru, defendeu a aliança estratégica e a cooperação para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Rodrigo Paz, da Bolívia, destacou os laços históricos entre os países. Os presidentes citados receberam apoio de Donald Trump e integram o Escudo das Américas, aliança de cooperação militar, política e econômica liderada pelos Estados Unidos para combater organizações criminosas transnacionais e o narcotráfico. Yamandú Orsi, do Uruguai; Delcy Rodríguez, da Venezuela; Santiago Peña, do Paraguai; Irfaan Ali, da Guiana; e Jennifer Geerlings-Simons, do Suriname, também felicitaram Lula.
Em agosto, Milei atacou Lula e o ministro Alexandre de Moraes durante a convenção do PL, em São Paulo, chamando o presidente brasileiro de “presidiário” e o ministro de “lixo careca”. Depois, acusou o Brasil de promover uma “campanha anti-Argentina” na Copa do Mundo e de interferir na eleição argentina de 2023 em favor de Sergio Massa. O Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília e chamou para consultas o representante brasileiro em Buenos Aires. O governo classificou o episódio como “sem precedentes”. Lula inicialmente evitou responder, mas depois chamou a participação de Milei no evento do PL de “patacoada” e afirmou que não aceitaria interferência externa na política brasileira.



















































