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23 Ekim 2026

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Ex-deputado argentino: “O que Flávio Bolsonaro propõe é o que estamos sofrendo na Argentina”.

José Campagnoli, ex-deputado de Buenos Aires e integrante do Movimento Direito ao Futuro, afirmou ao Brasil de Fato que o governo de Javier Milei destruiu 370 mil empregos formais e levou ao fechamento de 30 mil empresas desde dezembro de 2023.

Segundo ele, funcionários públicos perderam entre 30% e 37% da renda, aposentados perderam 20% e trabalhadores formais do setor privado tiveram redução de 5% a 7%. Campagnoli relaciona esses números à queda da atividade industrial, da construção e do comércio, além da paralisação das obras públicas. Em contrapartida, cresceram setores como hidrocarbonetos, mineração, agronegócio e intermediação financeira, que, segundo ele, não geram empregos na mesma proporção. O dirigente também aponta aumento da pobreza, da indigência, da informalidade e do pluriemprego, além de cortes no financiamento da educação e da ciência.

Pesquisadores do Conicet e docentes universitários perderam entre 30% e 40% do poder aquisitivo, segundo a entrevista. Na política externa, Campagnoli criticou a decisão de Milei de não integrar os Brics e seu alinhamento com Donald Trump e Benjamin Netanyahu, destacando que Brasil e China estão entre os principais parceiros comerciais argentinos. Sobre o segundo turno brasileiro, declarou: “O que Flávio Bolsonaro propõe é o que estamos sofrendo na Argentina”.

O economista Emiliano López, da Universidade Nacional de La Plata, também relatou que trabalhadores com emprego precisam acumular duas ou três ocupações para chegar ao fim do mês.

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