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2026年10月16日

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Expansão dos BRICS amplia influência econômica, mas expõe divisões comerciais internas

O BRICS ampliou sua presença na Ásia, América Latina, África e Oriente Médio, reunindo cerca de metade da população mundial, enquanto mais de 30 países manifestam interesse em ingressar no bloco, segundo artigo de Charlie Ormond, da ATLAS e da Altucher's Investment Network Australia.

O termo BRIC foi criado por um economista do Goldman Sachs em 2001, cinco anos antes de os países começarem a se reunir à margem de encontros da ONU. A expansão fortaleceu o peso econômico do grupo, cuja participação no Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve chegar a cerca de um terço até o fim da década, com predominância da China.

O G7 representa aproximadamente 45% da produção global, apesar de reunir menos de 10% da população mundial. Em termos per capita, o PIB estimado é de US$ 69 mil no G7 e US$ 8,5 mil no BRICS. Pela Paridade do Poder de Compra (PPC), que ajusta a produção aos preços locais, o BRICS ultrapassou o Ocidente em 2019.

O comércio interno do bloco cresceu 13 vezes desde 2003 e recebeu impulso das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entretanto, as respostas às medidas foram nacionais, sem coordenação efetiva do grupo. As tarifas médias entre integrantes do BRICS chegam a cerca de 8%, contra 1% no comércio entre países da OCDE, excluindo os Estados Unidos.

Ormond avalia que a instabilidade tarifária estadunidense incentiva a aproximação entre países e reduz a dependência do sistema financeiro ocidental e de Bretton Woods. O artigo também aborda iniciativas do bloco para reduzir o uso internacional do dólar e seus possíveis efeitos sobre investidores australianos.

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