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7 de octubre de 2026

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Erika Hilton aponta o avanço de candidaturas antifeministas a um movimento internacional

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) foi reeleita com 1.596.472 votos, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara, em uma eleição que elevou para 109 o número de deputadas, 21,2% das 513 cadeiras. Desse total, 47 são de partidos de esquerda e 62 de direita. Hilton atribuiu seu resultado à atuação parlamentar, às redes e à defesa de pautas como o fim da escala 6×1. “As pessoas esperam respostas para os seus problemas reais”, afirmou ao Brasil de Fato.

A deputada também relacionou o avanço de candidaturas antifeministas a um movimento internacional que, segundo ela, é impulsionado pelo governo dos Estados Unidos e por bilionários das big techs, com monetização de discursos red pill e incel. Para Hilton, esses discursos transferem para mulheres e minorias a responsabilidade por problemas sociais e econômicos.

Na Câmara eleita, a direita terá 303 cadeiras e a esquerda, 124. Hilton citou avanços da legislatura anterior, como a criminalização da misoginia e a mobilização que impediu o avanço do PL 1.904/2024, conhecido por seus críticos como “PL do Estupro”. A proposta prevê pena equivalente à de homicídio para abortos após 22 semanas, inclusive em casos de gravidez decorrente de estupro. Para a deputada, a disputa política também passa por pautas materiais. Ela comparou as posições de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a escala 6×1 e afirmou: “Quem compara, vota Lula”.

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