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7 de octubre de 2026

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Idosa judia de 94 anos é presa no Reino Unido após protestar contra o genocídio na Palestina

Aos 94 anos, a ex-advogada de direitos humanos Margaret Owen foi presa em 27 de setembro durante um protesto diante da conferência do Partido Trabalhista, em Liverpool, contra a proibição da Palestine Action.

Judia e amiga da mãe do ministro das Relações Exteriores, Ed Miliband, Owen participava de vigílias com aposentados e exibia uma placa com os dizeres: “Eu me oponho ao genocídio. Eu apoio a Ação Palestina.” Ela relatou ao Middle East Eye que cerca de 200 pessoas, muitas idosas ou com deficiência, estavam sentadas em silêncio quando a polícia cercou manifestantes.

Owen, que tem problemas de coluna, foi levada a uma delegacia, teve as impressões digitais coletadas e recebeu ordem para comparecer novamente à polícia em 27 de dezembro. O grupo Defend our Juries afirmou que 150 pessoas foram presas após mais de 16 horas de operação. A Polícia de Merseyside informou que 83 pessoas foram presas sob suspeita de apoiar uma organização proibida e outras 105 foram intimadas a comparecer em juízo.

Em julho de 2025, o governo de Starmer proibiu a Palestine Action, tornando manifestações de apoio ou filiação ao grupo crime sujeito a até 14 anos de prisão. O Departamento de Justiça estima cerca de 3.850 prisões e 2.250 acusações desde então. Na conferência, Miliband condenou ações israelenses na Cisjordânia e em Gaza e prometeu “fazer jus às palavras com ações”.

Owen afirmou que as medidas anunciadas contra assentamentos israelenses não eram suficientes. O governo enfrenta pressão para rever a proibição, que será analisada pelo Supremo Tribunal.

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