

PUBLICADO EM:
22 ottobre 2026
POR:
...
Economista aponta risco de recessão com plano de Flávio Bolsonaro para cortar gastos públicos

A proposta de Flávio Bolsonaro de reduzir os gastos públicos em até 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) pode provocar recessão, ampliar a desigualdade e reduzir a arrecadação tributária, segundo artigo da economista Laura Carvalho, professora da Universidade de São Paulo (USP), e do Nobel de Economia Joseph E. Stiglitz, publicado no Project Syndicate. Os autores estimam que os cortes poderiam reduzir a atividade econômica em 2,7% do PIB no primeiro ano e em 3,2% em dois anos. Embora a equipe de Flávio afirme que o Bolsa Família será preservado, não especificou quais despesas seriam reduzidas. O orçamento federal inclui Previdência, benefícios vinculados ao salário mínimo, saúde e educação. A retração do consumo também afetaria trabalhadores informais, motoristas de aplicativos, vendedores ambulantes e pequenos empresários.
Carvalho e Stiglitz afirmam que cerca de 53% da dívida brasileira está vinculada à Selic e que cortar despesas não resolveria fatores como juros elevados, características do mercado financeiro e volatilidade cambial. Eles também criticam a proposta de reduzir impostos sem corrigir distorções tributárias. Em contraponto, citam o crescimento do PIB de 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024, além da queda da pobreza durante o governo Lula.
Defendem rever benefícios tributários que favorecem os mais ricos, limitar emendas parlamentares e aumentar a tributação efetiva dos super-ricos para financiar transporte público, habitação e infraestrutura de cuidados.
NOSSA LOJA



ÚLTIMAS HISTÓRIAS

Carvalho e Stiglitz afirmam que cerca de 53% da dívida brasileira está vinculada à Selic e que cortar despesas não resolveria fatores como juros elevados, características do mercado financeiro e volatilidade cambial. Eles também criticam a proposta de reduzir impostos sem corrigir distorções tributárias. Em contraponto, citam o crescimento do PIB de 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024, além da queda da pobreza durante o governo Lula.
Defendem rever benefícios tributários que favorecem os mais ricos, limitar emendas parlamentares e aumentar a tributação efetiva dos super-ricos para financiar transporte público, habitação e infraestrutura de cuidados.

Em 2019, antes da pandemia de covid-19, o salário mínimo ficou sem ganho real e o poder de compra médio recuou 0,6%. Sob Bolsonaro, as vendas de supermercados cresceram 3,8% em quatro anos, enquanto a quantidade vendida de móveis e eletrodomésticos caiu 0,6%. No governo Lula, o comércio avançou 9,5%, e as vendas de carros, motos e peças cresceram 18,3%. Dados atribuídos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam crescimento médio anual do PIB de 1,4% no Brasil durante Bolsonaro e de 3% no governo Lula 3. A inflação média anual passou de 6,1% para 4,6%. Entre 2023 e 2025, o desemprego caiu de 8% para 6% no Brasil, enquanto subiu de 6,1% para 7,4% na Argentina. Segundo o levantamento, a pobreza caiu 8,6 pontos percentuais e a extrema pobreza, 3 pontos, entre 2023 e 2025.
O estudo também registra queda das mortes violentas e do desmatamento da Amazônia durante o governo Lula.

Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, o professor e pesquisador de Relações Internacionais Ricardo Leães afirmou que Trump pode recorrer novamente à narrativa de fraude eleitoral. O presidente registra 30% de aprovação, e candidatos republicanos tentam se distanciar de seu governo. Leães avalia que os democratas podem aproveitar o desgaste para conquistar cadeiras no Senado, embora apenas um terço das vagas esteja em disputa.
Sobre a eleição brasileira, marcada pela disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o pesquisador alertou para o risco de Trump não reconhecer uma eventual vitória de Lula. Segundo ele, bolsonaristas podem questionar as urnas eletrônicas caso Flávio perca. Leães descarta uma intervenção militar estadunidense no Brasil, mas considera possíveis sanções econômicas, diplomáticas e políticas.
O pesquisador também aponta que uma derrota republicana nas eleições de meio de mandato pode levar Trump a recuar ou, em outra hipótese, intensificar a pressão contra o Brasil. Para Leães, defender a soberania brasileira exige medidas concretas, além de declarações públicas.

O encontro ocorreu durante a pandemia de covid-19 e foi organizado por empresários envolvidos nas negociações para vender a vacina indiana Covaxin ao governo de Jair Bolsonaro. Segundo a revista, Trento e Francisco Maximiano, proprietário da Precisa, custearam o passeio no Lago Paranoá. O grupo viajou de São Paulo a Brasília em um jato executivo, acompanhado de três garotas de programa e do agente de viagens Raphael Barão. Flávio chegou com Alexandre Santini, seu amigo e então sócio. A reportagem afirma que o senador entrou na cabine com garotas de programa e recebeu o relógio de Trento ao final do passeio.
Naquele dia, o Brasil registrou 1.110 mortes por covid-19. O contrato da Covaxin previa R$ 80 por dose, acima dos valores de cerca de R$ 56,30 da Pfizer e R$ 18 da AstraZeneca. Após denúncias do servidor Luis Ricardo Miranda e de seu irmão, o então deputado Luis Miranda, o contrato foi cancelado sem pagamentos. O relatório final da CPI da Pandemia recomendou o indiciamento de 78 pessoas, incluindo Flávio, Trento e Maximiano.
A piauí também relatou que Flávio participou de reunião virtual para facilitar o acesso de Maximiano ao então presidente do BNDES, Gustavo Montezano, em busca de financiamento para outra empresa.

A segunda proposta questionada por Nassif foi transformar a Caixa Econômica Federal em um banco voltado ao empreendedorismo. O jornalista afirma que já havia defendido essa ideia em artigo publicado em uma revista da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae). No artigo, Nassif propõe que os bancos públicos financiem setores com potencial para o associativismo e funcionem como portas de entrada para serviços digitais do governo. Ele argumenta que pequenas e médias empresas podem contribuir para a manutenção dos empregos e que a atuação cooperativa pode ampliar sua capacidade de negociação. Também cita a experiência da Caixa durante a pandemia, quando o banco operacionalizou o Auxílio Emergencial, abriu mais de 100 milhões de contas Poupança Social Digital, movimentou cerca de R$ 362,9 bilhões em benefícios até o fim de 2020 e contratou R$ 34,3 bilhões em crédito para micro e pequenas empresas, incluindo R$ 16,4 bilhões pelo Pronampe.

As preocupações abrangem Facebook, Instagram e WhatsApp. Segundo o comunicado, observadores internacionais relataram interrupções temporárias na conta de campanha de um candidato, diferenças no alcance e no engajamento de publicações, restrições de conteúdo no Instagram e disparidades nos resultados de busca de canais do WhatsApp, nos feeds, nos Stories e em recursos de inteligência artificial. Os especialistas também mencionaram relatórios sobre milhares de contas e publicações de jornalistas, defensores de direitos humanos, integrantes da sociedade civil e criadores de conteúdo que teriam enfrentado suspensões, redução de visibilidade ou limitações de compartilhamento.
O documento não conclui que houve favorecimento deliberado a uma candidatura, mas aponta indícios de restrições desproporcionais contra um dos lados da disputa. A manifestação cita os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos e defende que sistemas de recomendação, inteligência artificial e moderação respeitem a liberdade de expressão e ofereçam justificativas e meios de reparação.
O comunicado também informa que um juiz do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta aplique as mesmas regras aos dois candidatos até o segundo turno, vedando restrições desiguais ao alcance das campanhas, às recomendações de conteúdo e aos resultados de pesquisa. Os especialistas pediram diálogo com organizações da sociedade civil e mecanismos para resolver reclamações durante o processo eleitoral.

Camila Asano, diretora executiva da Conectas Direitos Humanos, recomenda avaliar o histórico dos candidatos no exercício de cargos públicos. Ela aponta que Flávio apoiou, em 2019, uma proposta que eliminava a identificação de cartuchos de munição, inclusive os destinados às forças policiais, e atuou na defesa de um policial acusado de matar Ana Clara, de cinco anos, durante uma operação no Rio de Janeiro, em 2021.
O plano de Flávio prevê reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais, castração química para condenados por crimes sexuais, redução da maioridade penal para 16 anos, punição a partir dos 14 anos por infrações graves e criação de 500 mil vagas prisionais. Lula propõe câmeras corporais, cumprimento das metas do Pena Justa, proteção aos povos indígenas, políticas de combate ao feminicídio e defesa do fim da escala 6x1, com jornada de 40 horas semanais sem redução salarial.

Segundo a PF, mensagens de outubro de 2025 e uma planilha com 12 links indicam a contratação da empresa Seu Nome Novo de Novo para retirar ou desindexar conteúdos dos resultados do Google. O serviço cobraria R$ 1 mil por link, totalizando R$ 12 mil, mas ofereceu desconto de R$ 3 mil por um endereço eletrônico cuja remoção já havia sido paga e que voltou a aparecer.
Entre os conteúdos estavam reportagens sobre uma disputa envolvendo uma mansão e outra sobre Flávio, cassinos e operadoras em Las Vegas. Willer e Flávio são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A defesa do advogado afirmou que a medida se referia a conteúdos antigos e desatualizados e declarou que ele nunca tentou desvincular sua imagem da de Flávio.
O inquérito começou na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, onde a PF identificou e-mails que apontavam Flávio como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, pertencente a Willer. O caso chegou ao STF em 8 de outubro, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. É o segundo inquérito na Corte envolvendo Flávio: o primeiro, aberto em julho e relatado pelo ministro André Mendonça, investiga o financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Cristiane relata que recebeu ataques de apoiadores de Flávio, sofreu ameaças e deixou a casa onde morava de favor. Sem emprego fixo, vive com uma amiga e enfrenta dificuldades para alimentar-se e sustentar o filho Pedro, de oito anos, que faz acompanhamento psicológico e está sob os cuidados da avó. A mãe afirma que contraiu empréstimo de R$ 6 mil com um agiota para pagar o funeral, dívida que chegou a R$ 100 mil. Uma indenização negociada com o Estado foi usada para quitar débitos e despesas jurídicas.
Cristiane diz nunca ter recebido pedido de desculpas de representantes do poder público. Após o debate entre Lula e Flávio na Band, a campanha #PesquiseOCasoAnaClara ganhou repercussão nas redes sociais. Cristiane afirma que teme que o processo seja esquecido caso Flávio seja eleito, mas promete continuar cobrando justiça.

Lula também criticou a proposta do adversário de limitar a dois anos a permanência no Bolsa Família e afirmou que o programa combate a pobreza e a fome. O presidente anunciou que pretende sancionar em 21 de outubro o Prospera MEI, iniciativa que prevê perdão de dívidas fiscais de microempreendedores individuais com a União e ampliação dos benefícios à categoria. Também declarou que enviará ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição para instituir transporte público gratuito nos fins de semana. Ao mencionar a proposta de redução da jornada de trabalho na escala 6 por 1, afirmou: “O povo vai trabalhar a 5 por 2 e nós vamos fazer uma proposta de tarifa zero no final de semana”.
Lula pediu aos apoiadores que conversem com eleitores indecisos, procurem pessoas que não votaram no primeiro turno e incentivem a participação de maiores de 70 anos. No primeiro turno, recebeu 60,18% dos votos válidos em Petrolina e 63,30% em Juazeiro.
NOSSA EDITORA









































