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21 de outubro de 2026

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Mãe de Ana Clara espera há mais de cinco anos por julgamento de policial defendido por Flávio Bolsonaro

Cristiane Gomes da Silva aguarda há cinco anos e seis meses o julgamento do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar sua filha Ana Clara, de cinco anos, em 2 de fevereiro de 2021, em Niterói (RJ). Segundo reportagem de Caio Barretto Briso, publicada pelo Brasil de Fato com base em material da Agência Pública, Flávio Bolsonaro assumiu a defesa do policial em 2024 e assinou recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão que determinou o júri popular. O pedido foi negado, mas o julgamento ainda não ocorreu. Inicialmente marcado para 14 de abril de 2026, data em que Ana Clara completaria 11 anos, o júri foi adiado para 21 de outubro e, depois, transferido para 5 de maio de 2027.

Cristiane relata que recebeu ataques de apoiadores de Flávio, sofreu ameaças e deixou a casa onde morava de favor. Sem emprego fixo, vive com uma amiga e enfrenta dificuldades para alimentar-se e sustentar o filho Pedro, de oito anos, que faz acompanhamento psicológico e está sob os cuidados da avó. A mãe afirma que contraiu empréstimo de R$ 6 mil com um agiota para pagar o funeral, dívida que chegou a R$ 100 mil. Uma indenização negociada com o Estado foi usada para quitar débitos e despesas jurídicas.

Cristiane diz nunca ter recebido pedido de desculpas de representantes do poder público. Após o debate entre Lula e Flávio na Band, a campanha #PesquiseOCasoAnaClara ganhou repercussão nas redes sociais. Cristiane afirma que teme que o processo seja esquecido caso Flávio seja eleito, mas promete continuar cobrando justiça.

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