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29 ottobre 2026
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Cerco israelense deixa Hebron sob bloqueio, com deslocamento de milhares de palestinos

O exército israelense mantém Hebron, na Cisjordânia ocupada, sob bloqueio militar pelo sétimo dia consecutivo, com restrições à circulação, incursões, demolições de edifícios e deslocamento de moradores. Desde sexta-feira da semana anterior, todas as entradas e saídas da cidade foram fechadas, mais de 3 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas e residências palestinas foram convertidas em postos militares.
Na quinta-feira, dois palestinos ficaram feridos e sete foram detidos durante um ataque de colonos israelenses contra moradores e veículos em Ras al-Joura, perto da entrada norte da cidade, segundo a agência Wafa. Na quarta-feira, a Sociedade de Prisioneiros Palestinos informou que pelo menos 110 pessoas haviam sido detidas na província desde o início das operações, incluindo três mulheres e sete crianças. As forças israelenses também invadiram o bairro de Ein Deir Bahha, obrigando famílias a fugir durante a noite, e lançaram gás lacrimogêneo contra o Hospital Al-Ahli.
Doze aldeias e povoados de Masafer Yatta foram isolados, dificultando o acesso de pacientes a hospitais e de agricultores aos mercados. Segundo a Wafa, colonos arrancaram mais de 200 árvores frutíferas, destruíram poços e instalações agrícolas e impediram a colheita de azeitonas.
Hebron responde por cerca de 40% da produção industrial palestina e 30% das exportações. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou o fechamento da cidade após dois soldados israelenses serem mortos em um ataque a tiros perto do assentamento de Telem.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu uma operação semelhante à realizada em Gaza, onde uma investigação da ONU concluiu que Israel cometeu genocídio.
A Al-Haq classificou o cerco como violação do direito internacional; a organização israelense B'Tselem afirmou que se trata de punição coletiva. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, alertou que ameaças de esvaziar bairros levantam preocupações de limpeza étnica.



















































