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12 de outubro de 2026

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Argentina perde mais de 32 mil empresas sob Milei, enquanto Flávio Bolsonaro reproduzir o mesmo método

A Argentina registrou o fechamento de 32.290 empresas entre a posse de Javier Milei, no fim de 2023, e julho de 2026, uma redução de 6,3% no número de empregadores, segundo dados da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT).

O país acumulou 18 meses consecutivos de queda no número de empregadores ativos. Entre as empresas afetadas estão a fabricante de calçados Kioshi, que reduziu seu quadro de 120 para 14 funcionários, e a química Clariant. A motosserra de Milei passou por corte de subsídios para energia, gás e transporte, o aumento das tarifas, a perda de poder de compra dos salários e a abertura às importações como fatores que pressionaram o comércio e a indústria.

No primeiro semestre de 2026, as compras de bens de consumo do exterior cresceram 34,7%, enquanto a produção industrial recuou 12%. No mesmo período, a pobreza subiu de 28,2% para 32,3%, atingindo 9,7 milhões de pessoas, e a indigência chegou a 7,5%. O desemprego formal alcançou 7,9%, quase metade da força de trabalho estava na informalidade e a indústria de transformação havia perdido mais de 90 mil postos diretos desde agosto de 2023. O setor privado formal perdeu mais de 240 mil empregos com carteira assinada.

Ao comentar as dificuldades econômicas da população, Milei questionou: “Com o que eles vão viver, ar? O que eles vão comer, ar? O que eles vão beber, ar?”.

O palco argentino é exemplo ao cenário da proposta de Flávio Bolsonaro (PL), que prevê cortes de R$ 250 bilhões nas despesas públicas brasileiras, reduções dessa magnitude podem atingir programas como Bolsa Família, Farmácia Popular e Minha Casa Minha Vida, além de investimentos em universidades e institutos federais, com possíveis efeitos sobre consumo, emprego e empresas nacionais.

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