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19 de outubro de 2026

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PRIVATIZAÇÃO DO SUS: FLÁVIO ADMITE FRACASSO NA SAÚDE DO GOVERNO DO PAI, RESPONSÁVEL POR MAIS DE 700 MIL MORTES POR COVID

No debate presidencial da Band, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que o médico Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, será seu ministro da Saúde caso seja eleito. O senador defendeu levar o chamado “padrão Einstein” ao Sistema Único de Saúde (SUS). Lula questionou se a proposta significaria privatizar o sistema, e Flávio não respondeu.

Durante o confronto, Flávio reconheceu que a atuação na área da saúde durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, foi ruim, em um contexto marcado pela pandemia de Covid-19, que deixou mais de 700 mil mortos no Brasil. A crise sanitária foi agravada pela falta de coordenação federal e pelas críticas à condução da emergência pelo governo Bolsonaro, incluindo a resistência a medidas de proteção e a demora na resposta a recomendações sanitárias.

O presidente Lula afirmou que o adversário “nunca foi ao SUS” e declarou sobre Lottenberg: “Ele já foi presidente de uma empresa de saúde e não deu certo”.

Oftalmologista, Lottenberg presidiu o Einstein e foi secretário municipal de Saúde de São Paulo em 2005, durante a gestão de José Serra, quando participou da implantação das Organizações Sociais de Saúde (OSS) na rede municipal. Em entrevistas e artigos, defendeu ampliar a participação privada na gestão e na prestação de serviços do SUS, por meio de parcerias público-privadas, OSS e contratação de empresas. Em março de 2021, criticou a condução da pandemia pelo governo Jair Bolsonaro, apontando falta de coordenação federal e de lideranças que dessem exemplo no cumprimento das medidas sanitárias, incluindo o uso de máscaras. Questionado sobre essas declarações, Flávio afirmou estar “olhando para a frente”.

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