Alckmin compara proposta de Flávio Bolsonaro à Constituição imposta pela ditadura
O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou nesta quinta-feira (8) a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de alterar a Constituição Federal. Alckmin comparou a iniciativa ao processo conduzido pela ditadura para substituir a Constituição por um texto imposto pelo regime. O vice-presidente defendeu reformas institucionais voltadas ao fim de supersalários, privilégios e dos fundos eleitoral e partidário.

“Mal terminou o primeiro turno das eleições e eles já estão falando em mudar a Constituição”, afirmou Alckmin. Na sequência, associou a proposta de Flávio ao processo constitucional conduzido durante a ditadura.
“A ditadura falava a mesma coisa quando mandou trocar a Constituição e impôs uma nova totalmente autoritária. Nós não precisamos disso”, declarou.
A manifestação de Alckmin ocorreu em meio à disputa presidencial do segundo turno, depois de Flávio Bolsonaro defender o uso da maioria de centro-direita eleita para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal para promover mudanças na Constituição.
Em contraposição à proposta apresentada pelo candidato do PL, Alckmin afirmou que a candidatura do presidente Lula defende alterações institucionais sem romper com a Constituição em vigor.
“O Brasil precisa da reforma do Judiciário para estabelecer mandato para os ministros, de uma emenda dura para acabar de vez com os supersalários e os privilégios e de reforma política para acabar com o fundo eleitoral e partidário”, afirmou o vice-presidente.
Alckmin também direcionou a crítica ao histórico de Flávio Bolsonaro no Congresso Nacional e citou sua atuação em votações relacionadas ao financiamento das campanhas eleitorais.
“Não sei se vocês sabiam disso, mas Flávio Bolsonaro votou quatro vezes a favor do fundão eleitoral enquanto ele era senador”, disse.
A declaração de Alckmin coloca no centro da disputa do segundo turno duas propostas distintas sobre mudanças institucionais: de um lado, a defesa de Flávio Bolsonaro de alterações constitucionais; de outro, a defesa apresentada pelo vice-presidente de reformas específicas dentro da ordem constitucional vigente.























































