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Lula desafia Flávio Bolsonaro a apoiar fim da escala 6x1

há 2 dias
3 min de leitura

O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva desafiou nesta quarta-feira (7) Flávio Bolsonaro a apoiar a redução da jornada de trabalho no regime 6x1. A proposta prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, sem redução salarial, enquanto o candidato do PL defende que trabalhadores possam definir a própria jornada. Durante plenária do PT com parlamentares, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e a ampliação da atuação federal no combate ao crime organizado.


Presidente Lula
Presidente Lula

Lula afirmou que pretende acompanhar a posição de Flávio Bolsonaro sobre a proposta e cobrou do adversário uma manifestação favorável também dentro do PL. “Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, declarou.


O candidato do PL tem defendido uma alternativa baseada na liberdade individual para estabelecer a jornada de trabalho. Em entrevista concedida na terça-feira (6), Flávio afirmou: “Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”.


A posição coloca em disputa dois modelos para tratar da jornada de trabalho. Enquanto Flávio Bolsonaro defende a negociação sobre a quantidade de dias e horas trabalhadas, Lula sustenta que a redução para cinco dias de trabalho e dois de descanso deve ser estabelecida como direito dos trabalhadores, sem que a decisão fique condicionada à negociação individual.


Lula rejeitou a ideia de que a negociação entre trabalhador e empregador possa assegurar equilíbrio entre as partes. “Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou.


A cobrança ocorreu durante uma plenária do PT com parlamentares, em Brasília, no contexto da campanha para o segundo turno das eleições de 2026. Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República na etapa final da eleição.


No mesmo encontro, Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, proposta apresentada pelo governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.


O candidato à reeleição afirmou que a experiência das últimas décadas demonstrou, em sua avaliação, que os estados não conseguiram cumprir sozinhos a responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988 na área de segurança pública.


Lula defendeu, por isso, o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal. A proposta amplia a participação da União na coordenação das políticas de segurança e altera a estrutura institucional destinada ao enfrentamento das organizações criminosas.


Entre as medidas apresentadas por Lula está a transformação de 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima. A iniciativa foi apresentada como parte da estratégia para reduzir a capacidade de atuação de facções criminosas a partir do sistema penitenciário.


Outra medida citada durante o encontro é a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC. A estrutura passaria a concentrar atribuições relacionadas à coordenação federal das políticas de segurança.


Ao apresentar a orientação de sua campanha para o setor, Lula resumiu a proposta no lema: “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

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